BIOLOGIA - HERPETOLOGIA

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AMOR À VIDA E AOS RÉPTEIS
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domingo, 9 de outubro de 2011

V SEMANA DA BIOLOGIA - CEDERJ - UFRJ - TRES RIOS

Caros amigos e colegas

Venham participar da V SEMANA DA BIOLOGIA - CEDERJ - UFRJ - TRES RIOS
que acontecerá entre os dias 17 e 21 de Outubro de 2011

 PALESTRAS E OFICINAS 

MAIORES INFORMAÇÕES e PROGRAMAÇÃO COMPLETA:
E-mail: semanadabio3rios@yahoogrupos.com.br



Vagas de estágio de Iniciação Científica para alunos de graduação na área Biológica



Prezados alunos,

Oferecemos vagas de estágio de Iniciação Científica para alunos dos cursos de
graduação relacionados à área biológica.

Tema: Bioquímica e Biologia Molecular de insetos vetores de doenças.

Local: Laboratório de Bioquímica e Fisiologia de Insetos, Instituto de
Bioquímica Médica (IBqM) – UFRJ (Prédio CCS, Bloco H, 2º andar, salas 30 e 31)

Professora responsável: Katia Calp Gondim (katia@bioqmed.ufrj.br)

Importante: NÃO é pré-requisito ter cursado disciplinas de Bioquímica!

Aos interessados:
Encaminhar email para a professora Katia (katia@bioqmed.ufrj.br) ou comparecer
no laboratório para entrevista.

Att,

Michele Alves Bezerra
Doutoranda
Laboratório de Bioquímica e Fisiologia de Insetos
Instituto de Bioquímica Médica
Universidade Federal do Rio de Janeiro

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

XXXIV SEMANA DE BIOLOGIA - UFJF

Caros amigos e colegas, venham participar da
XXXIV SEMANA DE BIOLOGIA - UFJF
Início dia 17/10/2011 e finalizando no dia 21/10/2011
PALESTRAS - MESA REDONDA - MINICURSOS - VXII MOSTRA DE PRODUÇÃO CIENTÍFICA
INSCRIÇÕES A PARTIR DO DIA 05/10/2011

PARA MAIORES INFORMAÇÕES
www.sembioufjf2011.webnode.com.br
dacbioufjf@yahoo.com.br
e visitem também
http://dacbiojf.webnode.com.br/ 

domingo, 25 de setembro de 2011

É ou não é rio?

Geólogos divulgam carta aberta em que criticam e colocam em dúvida as conclusões de recente pesquisa brasileira que aponta a descoberta de um rio subterrâneo debaixo do Amazonas.
Por: Sofia Moutinho

É ou não é rio?
Pesquisadores brasileiros divulgam indícios da existência de um ‘rio’ 4 mil metros abaixo do rio Amazonas, mas geólogos da Febrageo criticam a pesquisa e a terminologia escolhida para o fluxo de água. (foto: Flickr/ Spuneker – CC BY 2.0)
"Descoberto rio subterrâneo de 6 mil km debaixo do rio Amazonas”. Ao se deparar com essa notícia, muita gente logo imaginou um caudaloso fluxo de água correndo por um túnel abaixo da terra. No entanto, o suposto rio, anunciado por pesquisadores brasileiros do Observatório Nacional, nada tem a ver com essa imagem.
Não é à toa que o estudo tem causado rebuliço no meio científico, levando um grupo de pesquisadores da Federação Brasileira de Geólogos (Febrageo) a elaborar uma carta aberta à sociedade criticando as conclusões do trabalho e o uso do termo ‘rio’.
O ‘rio’ subterrâneo, batizado de Hamza em homenagem a um dos seus descobridores, o geólogo Valiya Hamza, foi anunciado no final de agosto no 12º Congresso Internacional da Sociedade Brasileira de Geofísica, chamando a atenção da mídia internacional e conquistando até um verbete na Wikipédia.
Hamza e sua orientanda de doutorado Elizabeth Pimentel, da Universidade Federal do Amazonas, analisaram dados de temperatura da água e das rochas de 241 poços de petróleo desativados perfurados pela Petrobrás na região amazônica e encontraram indícios de que existe um fluxo de água subterrâneo, de 6 mil km de extensão e até 400 km de largura, que corre por entre os sedimentos rochosos a 4 mil metros de profundidade.
Segundo os pesquisadores, o ‘rio’, formado pela infiltração da água da chuva e de outros rios, teria início no Acre e seguiria do oeste para o leste, passando pelas bacias dos rios Solimões, Marajó e Amazonas, até alcançar o mar.
Mendonça: o fluxo de água descrito se assemelha mais a uma esponja molhada do que a um rio
No entanto, geólogos dizem que, mesmo que exista esse fluxo de água, ele não poderia ser chamado de rio, pois se move por dentro de uma camada permeável de rochas, como o calcário e o arenito.
De acordo com o geólogo José Luiz Galvão de Mendonça do Centro Universitário de Araraquara (Uniara) – autor do artigo ‘Rios subterrâneos: mito ou realidade’ publicado na revista CH –, o fluxo de água descrito se assemelha mais a uma esponja molhada do que a um rio.
“Tratar essa água como um rio está errado”, afirma. “Um rio subterrâneo é um conceito popular; na verdade, o que foi descoberto foi um aquífero, rochas porosas que retêm água.”
Hamza conta que foi difícil definir a descoberta, mas que não seria possível chamá-la de aquífero porque o fluxo de água encontrado não fica reservado, mas segue curso e deságua do mar.
“Encontramos movimento de água que corre em área muito extensa e achamos que o melhor seria chamar de rio”, diz.
Esquema rio Hamza
Esquema divulgado pelos autores da pesquisa mostra o ‘rio subterrâneo’ debaixo do Amazonas. (fonte: Coordenação de Geofísica do Observatório Nacional)

Passos de formiga

O estudo de Hamza indica que o fluxo de água subterrâneo é lento, com uma velocidade de 10 a 100 metros por ano, bem menor que a do rio Amazonas, que avança cerca de dois metros por segundo. Mas, de acordo com o pesquisador, isso não é motivo para não chamá-lo de rio.
“Não há definição na ciência para a velocidade mínima ou máxima de um rio”, diz. “Inclusive, no Brasil, existem rios com velocidade inferior a que encontramos, como o Rio do Sono, no Tocantins. Além disso, o nosso rio tem um fluxo de 3.900 m3/s, muito grande se comparado ao do Rio São Francisco, por exemplo.”
Hamza: “Não há definição na ciência para a velocidade mínima ou máxima de um rio”
Na avaliação do pesquisador, o uso do termo rio é adequado, pois, além do rio a que estamos acostumados, que corre na superfície, existem outros dois tipos conhecidos: o atmosférico e o subterrâneo.
Celso Dal Ré Carneiro, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), um dos geólogos que assinam a carta aberta de crítica ao estudo, confronta a análise de Hamza. Ele afirma que ‘rio atmosférico’ não é um termo científico e que o conceito de ‘rio subterrâneo’ é usado apenas para as situações em que águas fluem dentro de cavernas.
“Chamar de rio o fluxo de água indicado no estudo é o mesmo que dizer que uma caneta que tem forma de lápis é um lápis e não uma caneta. Esse estudo fere conceitos arraigados nas geociências.”
Carneiro e os demais geólogos que assinam a carta destacam que fluxos de água lentos como o indicado por Hamza “são comuns na região do rio Amazonas e estudados há tempos pelos geólogos brasileiros”.

Conclusões precipitadas

De acordo com Hamza, uma das principais implicações da descoberta do ‘rio subterrâneo’ é a explicação que ele traz para a presença de bolsões de baixa salinidade na zona oceânica em torno da foz do Rio Amazonas.
Segundo o pesquisador, a baixa salinidade dessa região, que resulta em uma fauna única, não poderia ser causada somente pelas águas doces do Amazonas.
Carneiro: “É muita suposição dizer que esse fluxo deságua no mar, bem como especular sobre sua velocidade, vazão e dimensão”
Essa tese é confrontada pelos geólogos da Febrageo. Segundo eles, a descarga do Amazonas é sim suficiente para formar os bolsões de água doce no Atlântico e não há como afirmar que o fluxo de água descoberto chega ao oceano e nem mesmo se ele é de fato doce.
“É muita suposição dizer que esse fluxo deságua no mar, bem como especular sobre sua velocidade, vazão e dimensão”, defende Carneiro. “O trabalho como um todo não é absurdo, mas as suas conclusões são precipitadas, baseadas apenas em dados indiretos de temperaturas que não foram avaliados por pesquisadores independentes.”

FONTE: INSTITUTO CIÊNCIA HOJE
Sofia Moutinho - Ciência Hoje On-line

Substância encontrada em tubarão detém vírus da hepatite B

      Vem da biodiversidade marinha uma nova e potente arma contra os vírus de doenças como a febre amarela e a hepatite. Trata-se de uma molécula que impede que os vilões microscópicos consigam grudar nas células que atacam, dificultando infecções. O resultado não seria uma vacina contra os vírus, mas um medicamento potente, capaz de enfrentar os primeiros ataques virais contra o organismo e rebatê-los, reduzindo muito a chance de problemas de saúde para o doente.

Arte
A substância protetora é a squalamina, assim batizada por causa do pequeno tubarão Squalus acanthias, que mede 1 m de comprimento. Ela também é encontrada no sistema de defesa do organismo de uma lampreia (estranho peixe cuja boca parece uma ventosa).  Contra uma série de vírus, entre os quais o da febre amarela e o da hepatite B, injeções de squalamina chegaram até a zerar a contagem viral (ou seja, o número de vírus no organismo) dos animais estudados pela equipe. Os testes foram feitos com hamsters e camundongos, e também com células cultivadas no tubo de ensaio.
Embora a pesquisa seja preliminar, os especialistas afirmam que há boas chances de a molécula começar a ser testada em breve em seres humanos para enfrentar vírus. Ocorre que ela já alcançou o nível de testes em pessoas para outros fins, como combater tumores.  Por isso, os níveis da substância considerados seguros para seres humanos já são bem conhecidos, entre outros detalhes importantes. Além disso, a indústria já sabe como produzir a substância em grande escala --não será preciso capturar tubarões e lampreias para obtê-la. 

ESCUDO
A chave para o sucesso da squalamina está na curiosa interação que ela tem com a membrana que circunda as células. Essa membrana é o portal para o interior da célula e, por ela, entram tanto nutrientes como vilões, como vírus e outros invasores. A molécula dos tubarões consegue mexer com o equilíbrio elétrico da membrana quando a atravessa. E faz isso sem causar danos aparentes às células que adentra. Ao fazer isso, ela dificulta a vida dos vírus, porque eles não conseguem "aprender" a se ligar à membrana alterada. Assim, eles têm dificuldade para entrar na célula ou, se já estão dentro dela, não conseguem sair para invadir outras células do organismo. Um dado importante é que essa atividade protetora da substância parece valer para vários tipos de vírus. 

O estudo está na revista científica americana "PNAS". 

FONTE: FOLHA DE SÃO PAULO - REINALDO JOSÉ LOPES
EDITOR DE CIÊNCIA E SAÚDE

sábado, 17 de setembro de 2011




      Elas são lerdas, gelatinosas, desengonçadas e usam um sistema de caça considerado primitivo. Ainda assim, as águas-vivas estão conseguindo substituir sardinhas, anchovas e outros peixes no domínio dos mares. A mudança acontece principalmente nas regiões onde a pesca predatória dizimou as espécies dominantes. Muitos cientistas apostavam que a supremacia desses gigantes gelatinosos seria apenas temporária. Afinal, criaturas lentas, normalmente cegas e com uma estratégia de caça que exige contato direto com a presa não conseguiriam competir com peixes rápidos e de boa visão, certo?
Um grupo de pesquisadores acaba de mostrar que não é bem assim. Surpreendentemente, os invertebrados são excelentes predadores. Em uma compilação de vários trabalhos, os cientistas -liderados por José Luiz Acuña, da Universidade de Oviedo, na Espanha- compararam dados como velocidade, padrão de deslocamento e potencial de caça das águas-vivas e de certos peixes comedores de plâncton (organismos minúsculos, como algas e larvas de animais, que boiam no mar).
Eles perceberam que, descontando as diferenças da composição química entre os bichos, águas-vivas e peixes como sardinhas têm taxas de crescimento e reprodução que são muito semelhantes.
"A habilidade competitiva de um predador depende não apenas da captura de presas e das taxas de ingestão mas também de quão eficiente a energia obtida se traduz no crescimento do corpo e aumento da população", diz o estudo publicado na revista especializada "Science". 

Editoria de arte/folhapress

Embora o corpão da água-viva desfavoreça seu deslocamento, ele aumenta as chances de contato com as presas, garantindo mais comida.
A estratégia de flutuar, em vez de perseguir vigorosamente a caça, também não é má ideia. Desse jeito, elas economizam muita energia. E vão, lentamente, transformando os oceanos.



Pesquisadora identifica nova espécie de golfinhos australianos.

     Uma pesquisadora descobriu que os golfinhos existentes nos arredores da área de Melbourne, na Austrália, pertencem a uma nova espécie. Antes, pensava-se que os mamíferos que nadavam nas águas na baía de Port Phillip e dos lagos Gippsland fossem uma das duas espécies de golfinho-nariz-de-garrafa reconhecidas cientificamente. Mas a pesquisadora Kate Charlton-Robb, da Universidade Monash, descobriu que os grupos são diferentes depois de comparar os crânios dos animais, o DNA e a composição física com espécies que datam dos anos 1900.  Charlton-Robb nomeou a nova espécie de Tursiops australis.

Universidade de Monash/Efe
Foto divulgada pela Universidade Monash mostra um exemplar do novo golfinho, o "Tursiops australis"
Foto divulgada pela Universidade Monash mostra um exemplar do novo golfinho, o "Tursiops australis"

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Ativista do Greenpeace recria desenho de Leonardo da Vinci no gelo do Ártico para chamar atenção para mudanças climática .

A obra de Da Vinci recriada no gelo do Ártico/ Reuters

                                                   CONTRA O DERRETIMENTO

              O artista John Quigley usou tubos de cobre estirados no gelo do Ártico para recriar o famoso desenho Homem Vitruviano, de Leonardo da Vinci. A ação foi coordenada pelos ativistas do Greenpeace para mostrar como "a mudança climática está comendo o corpo da nossa civilização". Isso porque, conforme o gelo derrete, partes da obra vão sendo destruídas ao se fundirem com a água. A ideia é que, em alguns anos, nada sobrará.     Reportagem do jornal britânico "Daily Mail" afirma que os ativistas alertam que este mês de setembro pode marcar os níveis mais baixos do gelo marinho já registrados. E pedem às autoridades que tomem uma atitude urgente sobre as mudanças climáticas.
- Viemos aqui e criamos o Homem Vitruviano Derretendo, recriando o famoso esboço de Da Vinci do corpo humano - disse Quigley.

FONTE: O GLOBO

domingo, 4 de setembro de 2011

Identificada substância que faz parasita da malária proliferar!

Cientistas identificaram um componente crucial, o isopentenil pirofosfato, que permite ao parasita da malária proliferar no sangue humano.
A pesquisa dos bioquímicos Joseph DeRisi e Ellen Yeh, das universidades da Califórnia e Stanford, representa um dos primeiros passos para se desenvolver uma nova vacina contra o protozoário Plasmodium falciparum, que causa a doença.
A próxima etapa do estudo, publicado na revista "PLoS Biology", será criar uma versão debilitada do parasita em laboratório, inibindo a sua capacidade de produzir a substância.
Se modificado, o parasita não adoeceria as pessoas, mas permitira que elas desenvolvessem resistência ao entrar em contato com a versão real do Plasmodium falciparum, afirmam os autores. 

FONTE: EFE

Pesquisa identifica neurônios ligados ao paladar.

Cientistas nos EUA, com a ajuda de alguns camundongos devidamente anestesiados, conseguiram mapear as áreas do cérebro que detectam de forma específica os gostos básicos que o paladar dos mamíferos "entende". São conjuntos de neurônios concentrados em quadradinhos de apenas 1 mm de lado no córtex cerebral dos bichos (e, acredita-se, também no de humanos). Nesses locais, a população de neurônios responde de forma seletiva a determinado sabor básico, e não é afetado por outras sensações gustativas, afirma o estudo na revista especializada "Science".   A equipe liderada por Charles Zuker, do Instituto Médico Howard Hughes e da Universidade da Califórnia em San Diego, identificou esses "pontos quentes" do paladar para quatro dos cinco sabores básicos: doce, amargo, salgado e "umami" (o gosto característico de proteína). Ficou de fora o azedo, por motivos que os cientistas ainda ignoram. Eles arriscam uma hipótese: o azedo também envolveria outros tipos de percepção, como a da dor, e por isso seria processado de um jeito mais complicado.

Arte
Para chegar a essas conclusões, os pesquisadores começaram investigando o córtex gustativo primário dos roedores, também conhecido como ínsula ou córtex insular. Eles abarrotaram a região com um corante verde fluorescente que é sensível ao cálcio. E, como o transporte de cálcio pelas células é sinal de atividade dos neurônios, as regiões cerebrais muito ativas tendiam a ficar mais verdes. Bastou, então, observar de camarote o cérebro fluorescente dos roedores anestesiados previamente, conforme eles eram submetidos a sessões de degustação de cada um dos sabores básicos.  Os achados, por enquanto, não possuem aplicação prática direta. Mas nada impede que os cientistas usem os dados, no futuro, para estimular com mais precisão os neurônios ligados a determinado sabor de interesse.
Seria o primeiro passo para uma espécie de neuroculinária, talvez adequada com precisão às diferenças de percepção entre as pessoas.

FONTE:  REINALDO JOSÉ LOPES
EDITOR DE CIÊNCIA E SAÚDE